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Venda à descoberto – O que é? Onde se esconde? Do que se alimenta?

Você já ouviu falar em venda a descoberto no mercado financeiro? Essa é uma estratégia que consiste em vender um ativo que você não possui, apostando na queda do seu preço, e depois recomprá-lo mais barato, devolvendo-o ao seu dono original e lucrando com a diferença. Neste artigo, vamos explicar o que é, como funciona e quais são os riscos e as vantagens dessa operação.

O que é venda a descoberto?

Venda a descoberto, também conhecida como short selling, é uma operação que permite que os investidores que acreditam que o preço de um determinado ativo vai cair possam se beneficiar dessa queda, sem precisar ter o ativo em carteira. Para isso, eles tomam o ativo emprestado de outro investidor, que recebe uma taxa pelo aluguel, e o vendem no mercado pelo preço atual. Depois, quando o preço do ativo cair, eles o recompram e o devolvem ao dono original, ficando com o lucro da diferença entre o preço de venda e o de compra.

Por exemplo, suponha que você acha que as ações da empresa XYZ vão se desvalorizar nos próximos dias, por algum motivo. Você não possui essas ações, mas pode alugá-las de outro investidor que as tem e que aceita emprestá-las por uma taxa. Digamos que as ações estejam cotadas a R$ 100 cada e que você alugue 100 ações, pagando uma taxa de 2% ao mês. Você vende as 100 ações no mercado, recebendo R$ 10.000. Após alguns dias, as ações caem para R$ 80 cada, conforme você esperava. Você então compra de volta as 100 ações, gastando R$ 8.000. Você devolve as ações ao dono original, pagando a taxa de aluguel proporcional ao tempo que ficou com elas. Digamos que você tenha ficado com as ações por 10 dias, o que equivale a uma taxa de 0,67% (2% / 30 dias x 10 dias). Você paga, então, R$ 67 de taxa de aluguel (0,67% x R$ 10.000). O seu lucro líquido na operação foi de R$ 1.933 (R$ 10.000 – R$ 8.000 – R$ 67).

Como funciona a venda a descoberto?

A venda a descoberto é uma operação que envolve alguns passos e alguns agentes. Veja como ela funciona:

  • O investidor que quer fazer a venda a descoberto (tomador) precisa ter uma conta em uma corretora de valores, que intermediará a operação.
  • O investidor que quer emprestar as ações (doador) também precisa ter uma conta em uma corretora de valores, que fará o registro do aluguel na B3, a bolsa de valores brasileira.
  • O tomador solicita à corretora o aluguel das ações que deseja vender a descoberto, informando a quantidade e o prazo da operação.
  • A corretora consulta a disponibilidade das ações no Banco de Títulos CBLC, que é o sistema que administra o aluguel de ações na B3.
  • Se houver ações disponíveis, a corretora faz a reserva das ações para o tomador e informa a taxa de aluguel, que é definida pela oferta e demanda do mercado.
  • O tomador aceita a taxa de aluguel e oferece uma garantia para a operação, que pode ser dinheiro, títulos públicos, ações ou outros ativos.
  • A corretora transfere as ações do doador para o tomador, que pode vendê-las no mercado pelo preço atual.
  • O tomador acompanha a variação do preço das ações e decide quando recomprá-las, esperando que elas estejam mais baratas do que quando as vendeu.
  • O tomador recompra as ações no mercado e as devolve ao doador, pagando a taxa de aluguel proporcional ao tempo que ficou com elas.
  • A corretora libera a garantia do tomador e repassa a taxa de aluguel ao doador, descontando a sua comissão.

Quais são os riscos e as vantagens da venda a descoberto?

A venda a descoberto é uma operação que pode trazer benefícios, mas também riscos, para os investidores que a realizam. Veja quais são eles:

Vantagens da venda a descoberto

  • A venda a descoberto permite que os investidores aproveitem as oportunidades de ganho em cenários de baixa do mercado, sem precisar ter os ativos em carteira.
  • A venda a descoberto permite que os investidores realizem operações de hedge, ou seja, de proteção contra as oscilações adversas do mercado, usando as ações alugadas como garantia ou como cobertura de outras posições.
  • A venda a descoberto permite que os investidores realizem operações de arbitragem, ou seja, de aproveitamento das diferenças de preços entre mercados ou ativos, usando as ações alugadas para fazer operações simultâneas de compra e venda.

Riscos da venda a descoberto

  • A venda a descoberto tem um risco ilimitado de prejuízo, pois não há um limite para a valorização do ativo alugado. Se o preço do ativo subir ao invés de cair, o tomador terá que recomprá-lo mais caro para devolvê-lo ao doador, podendo ter perdas maiores do que o valor investido.
  • A venda a descoberto está sujeita ao risco de short squeeze, que é uma situação em que os investidores que estão vendidos são pressionados a recomprar as ações rapidamente, devido à escassez de oferta ou à alta demanda, provocando uma disparada no preço do ativo.
  • A venda a descoberto está sujeita ao risco de liquidação antecipada, que é quando o doador solicita a devolução das ações antes do prazo previsto, obrigando o tomador a recomprá-las no mercado, independentemente do preço.
  • A venda a descoberto tem um custo operacional, que é a taxa de aluguel das ações, que pode variar de acordo com o mercado e reduzir a rentabilidade da operação.

Conclusão

A venda a descoberto é uma estratégia que consiste em vender um ativo que você não possui, apostando na queda do seu preço, e depois recomprá-lo mais barato, devolvendo-o ao seu dono original e lucrando com a diferença. Essa operação pode ser feita no mesmo dia (day trade) ou em alguns dias, mediante o aluguel de ações. A venda a descoberto pode trazer benefícios, mas também riscos, para os investidores que a realizam. Por isso, é preciso ter conhecimento, experiência e planejamento antes de se aventurar nesse tipo de operação. Para saber mais sobre a venda a descoberto, consulte os sites da B31, da Toro Investimentos2 e da Renova Invest3.